domingo, 14 de setembro de 2008

Pranto de Egoísmo

Sentado ao relento da noite,

Com um cigarro entre os dentes,

Chorando por saudades.

Assim me encontro,

Na porta de casa,

Ao som da caneta riscado o papel.

A Lua cose encobre de nuvens,

Tal qual meu coração,

Com lágrimas de anseio,

Anseio por tua presença.

Quão gloriosa sois, ó nuvem,

Que viaja nesse mundo,

E avista meu amor.

Quão glorioso sois vós, ó vento,

Que arrastas contigo meu suspiro,

Até os ouvidos de minha amada.

Voa aguardo, ó amada minha,

Com meus poemas em mãos, sentado nessa porta.

Para que testemunhes, junto com o mundo,

Este egoísta sentimento,

De te amar,

De te querer, para sempre, ao meu lado.

Agibert Matheus às 02:15 de 14/09/08