sábado, 31 de maio de 2008

Sonhos

Acordo, e mais uma vez percebo,

Que ainda pertenço a essa era de carnificina mútua.

Passei a sonhar contigo todas as noites,

E, da mesma maneira, passei a me decepcionar a cada vez que abro os olhos.

Refugio-me em vícios e músicas,

Mas nada neste mundo impuro tem a capacidade de me ajudar.

Nada reduz minha ânsia e agonia.

Esta noite sonhei com meu amor,

E sonhei que era amado também.

Sonhei que o mundo era puro,

Que as sementes do amor, pregadas por Tears for Fears,

Haviam vencido, e que amávamos.

Quão maldita és o mente,

Que me prega estas peças,

Quando defesa alguma possuo.

Agibert Matheus

Às 12:45 de 31/05/08

quinta-feira, 29 de maio de 2008

Dor

Noite nublada,

Janela aberta,

Brisa tocando minha pele.

Assim me encontro,

Agoniado pela falta que me fazes.

Nada é capaz de tirar a minha mente de um foco,

Não agora, que apenas penso na morte e no amor.

Não sei o que acontecerá após meu coração parar,

Se fará a morte cessar a minha dor,

Mas sei que de momentos contigo preciso,

Para que possa me recordar.

Existe então o divino?!

Quantas incertezas,

Assim minha vida vem sendo feita,

Apenas de incertezas.

Só o que tenho por certo é a dor que sinto,

Que me espreme os pulmões,

E me leva a berros,

Que me aperta o coração,

E me traz o desespero.

E é em meio a essas dores,

Às incertezas de meu coração,

E ás baforadas de meu cigarro,

Que termino este poema,

Em uma fútil tentativa de fazer a dor passar.

Agibert Matheus

Às 23:28 de 29/05/08

segunda-feira, 26 de maio de 2008

Esperança

Deito-me para dormir,

E sem ninguém a me observar,

Ninguém para me criticar,

Simplesmente choro.

Choro por nada entender,

Por de nada saber,

E apenas porque assim me sinto melhor.

Penso em ti a cada momento,

A cada acontecimento,

Só o que me passa pela mente,

É o momento em que vos verei.

Pois és tu,

O significado de minha existência,

É tu a luz de meu caminho torpe,

E apenas sei,

Que na escuridão jamais permanecerei.

Mesmo que após a morte,

Minha alma vague pela eterna escuridão,

Entre os mortos serei conhecido como o mais feliz,

E minhas trevas tornar-se-ão luz,

Uma luz púrpura,

Que de mim fluirá,

Pelos meus sonhos de felicidade ao teu lado.

Pelo amor, puro e gentil,

Que tenho por ti.

Agibert Matheus

Às 13:40 de 26/05/08

sexta-feira, 23 de maio de 2008

Monotonia e Sofrimento

Acordo e percebo,

Quão grande é o mundo,

E quão pequeno eu sou.

Permaneço com meus antigos sofrimentos,

Permaneço sentado nesta cadeira,

Tateando meu peito e lamentando,

Fumando e esperando pela chegada da morte.

O mundo parece não se mover mais,

E o buraco que sinto no meu peito,

Não fecha, não diminui, apenas se expande.

Já não mais consigo,

Olhar para fora e me sentir calmo.

Já não mais consigo,

Livrar-me desta ânsia de não amar.

Agibert Matheus

Às 14:52 de 23/05/08

sábado, 10 de maio de 2008

Abstinência de Amor

Desespero, desânimo

Ouço sons inexistentes.

Sua falta corroe-me,

Sua ausência me consome.

O corpo todo me trai,

E vulnerável que sou,

Simplesmente sofro.

Possuo o que quero,

Mas não possuo-a.

Possuo o que sempre quis,

E lançaria tudo fora por ti.

Tento chorar,

E nem isto consigo sozinho.

És meu oxigênio,

E sem ti não me sinto vivo.

Dedos tremem,

Em uma terrível abstinência de amor.

E a cabeça ao ponto de explosão,

Em uma terrível abstinência de você.

Ah! Se não fosse a família,

Já não mais permaneceria assim.

Se não fosse a família,

Deixaria este lado,

Partiria ao desconhecido,

Ao som de uma boa música,

Ao ecoar de um disparo.

Agibert Matheus

Às 01:19 de 11/05/08

Álcool miserável

Com o céu nublado,

Após algum tempo de “sofrimento coletivo”,

Encontro-me diante desta tela azul e branca que não me abandona.

Ao som de My Chemical,

Inspiro-me e cada vez mais,

Percebo que nada sou.

Por mais que eu tente,

Nada sou.

Por mais que eu discorde,

Nada sou.

Cruel distancia e tempo,

Que tanto me torturam,

Não podem me dar um pouquinho que seja de descanso?!

Ah! Não mais vos suporto,

Maldito mundo e maldita existência!

Sei que jamais me darão sossego.

Morte; por que não vens me pegar?!

És incapaz então?

Sei que não.

Então assim permanecerei até que decidas,

Entre uma embriaguês e outra espero encontrar-te,

Para que decidas meu fim,

Meu ultimo trago.

Agibert Matheus

Às 04:25 de 10/05/08

quinta-feira, 8 de maio de 2008

Fraqueza e Desabafo

Madrugada nublada,

Janela aberta,

Gatos sobre a cama,

E um último demente acordado.

Meu mundo gira de maneira estranha,

Sentindo a falta da pessoa que me completará.

Não mais consigo segurar-me,

Meu coração pulsa melancolia,

Enquanto vou acabando-me pouco a pouco.

Sigo com conflitos internos,

Idéia sobre idéia acabam por enlouquecer-me.

Minha cabeça me trai em uma dor insuportável,

E me vejo fraco.

Fraco como sou,

Que tanto tento negar ser,

Mas que no fundo sei bem que sou.

Por fim, cá me encontro,

Acanhado em meu quarto,

À sua espera.

Preso em meus sentimentos,

Que só libero em papel.

Com o coração prensado contra a parede de minhas costas,

E o pulmão torturando-me.

Esperarei,

E não desistirei até vos encontrar,

Minha preciosa amante.

Agibert Matheus

Às 00:53 de 09/05/08

domingo, 4 de maio de 2008

Existencialismo Maldito

Termino de assistir a um filme,

Sento-me no computador.

Fico inerte, pensando e pensando.

Eis que percebo então,

O que é um homem sem religião?

E me vem à mente,

Um peixe sem bicicleta.

Já não me lembro de onde frase vem.

Já não me lembro de onde eu vim.

Por que existo?

Ou melhor, qual o motivo para a existência de um ser vivo?

Existe vida após a morte?

Que futuro teremos então?

Perguntas sem resposta e que não se calam,

Perguntas que exigem apenas,

Conformidade.

Só conheço o presente, um pouco do passado também, é verdade.

Ó gloriosa morte que tanto nos aguarda,

Podes esperar por mais um pouco?

Antes de vos encontrar,

Ainda pretendo conhecer teu oposto.

Oferecer à pessoa amada o mundo,

Oferecer-lhe meu infinito amor.

Oferecer-lhe, por fim,

A felicidade.

Por mais que esta palavra soe estranha aos meus ouvidos neste momento,

Eu quero fazer alguém feliz.

Alguém cujo nome jamais esquecerei,

Alguém que me ofereça,

O que vos oferecer-lhe-ei.

Grande e assassino amor,

Quero senti-lo,

Quero ver-te e tocar-lhe,

Quero morrer contigo.

Agibert Matheus Henrique

Às 01h27min de 05/05/08

Papel, Árvore e Caneta

Sentado em uma árvore,

Apreciando um cigarro,

Em uma tarde nublada.

O vento me traz recordações,

Umas boas outras nem tanto.

Imagino-me daqui a alguns anos,

Fico sonhando com o futuro.

Futuro o qual,

Quero compartilhar contigo,

Mulher de minha vida.

Ó distancia, como és cruel,

Afliges-me e me limitas.

Pelo menos, posso contar com meu papel e caneta,

E sei que estes não me decepcionarão.

Pois, é através destes que saberás,

O quanto anseio por ti.

Agibert Matheus

Às 14:47 de 03/05/08

Leve Falta de Ar

Casa já apagada,

O celular ilumina o papel,

Viro-me de um lado a outro,

Tento dormir.

Porém o que ocupa a minha mente,

É o dia em que vos contemplarei.

Novamente meu estômago queima,

E a já familiar leve falta de ar, me domina.

Conto horas, minutos e segundos,

Ansiosamente esperando,

O que se tornou meu objetivo de vida,

Poder contemplar-lhe a face.

Agibert Matheus

Às 20:40 de 03/05/08

Você, Mulher

Casa fechada,

Televisão ligada.

Assim me encontro,

Pensando no dia em que te conhecerei.

Uma ânsia sem explicação me corroe,

Enquanto a insônia me domina.

Decido então observar o teto,

Acendendo um cigarro.

Sinto-me inerte,

O mundo parou e algo não me sai da mente,

Você.

Você ó grande mulher,

Que fará meu mundo girar novamente.

Você, com quem quero compartilhar cada momento de minha vida.

Você, que me fará sentir-me vivo.

Pois até que vos veja,

Não mais respirarei.

Agibert Matheus

Às 01:38 de 03/05/08