Acordo, e mais uma vez percebo,
Que ainda pertenço a essa era de carnificina mútua.
Passei a sonhar contigo todas as noites,
E, da mesma maneira, passei a me decepcionar a cada vez que abro os olhos.
Refugio-me em vícios e músicas,
Mas nada neste mundo impuro tem a capacidade de me ajudar.
Nada reduz minha ânsia e agonia.
Esta noite sonhei com meu amor,
E sonhei que era amado também.
Sonhei que o mundo era puro,
Que as sementes do amor, pregadas por Tears for Fears,
Haviam vencido, e que amávamos.
Quão maldita és o mente,
Que me prega estas peças,
Quando defesa alguma possuo.
Agibert Matheus
Às 12:45 de 31/05/08