sábado, 31 de maio de 2008

Sonhos

Acordo, e mais uma vez percebo,

Que ainda pertenço a essa era de carnificina mútua.

Passei a sonhar contigo todas as noites,

E, da mesma maneira, passei a me decepcionar a cada vez que abro os olhos.

Refugio-me em vícios e músicas,

Mas nada neste mundo impuro tem a capacidade de me ajudar.

Nada reduz minha ânsia e agonia.

Esta noite sonhei com meu amor,

E sonhei que era amado também.

Sonhei que o mundo era puro,

Que as sementes do amor, pregadas por Tears for Fears,

Haviam vencido, e que amávamos.

Quão maldita és o mente,

Que me prega estas peças,

Quando defesa alguma possuo.

Agibert Matheus

Às 12:45 de 31/05/08

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