Madrugada nublada,
Janela aberta,
Gatos sobre a cama,
E um último demente acordado.
Meu mundo gira de maneira estranha,
Sentindo a falta da pessoa que me completará.
Não mais consigo segurar-me,
Meu coração pulsa melancolia,
Enquanto vou acabando-me pouco a pouco.
Sigo com conflitos internos,
Idéia sobre idéia acabam por enlouquecer-me.
Minha cabeça me trai em uma dor insuportável,
E me vejo fraco.
Fraco como sou,
Que tanto tento negar ser,
Mas que no fundo sei bem que sou.
Por fim, cá me encontro,
Acanhado em meu quarto,
À sua espera.
Preso em meus sentimentos,
Que só libero em papel.
Com o coração prensado contra a parede de minhas costas,
E o pulmão torturando-me.
Esperarei,
E não desistirei até vos encontrar,
Minha preciosa amante.
Agibert Matheus
Às 00:53 de 09/05/08
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