sábado, 10 de maio de 2008

Abstinência de Amor

Desespero, desânimo

Ouço sons inexistentes.

Sua falta corroe-me,

Sua ausência me consome.

O corpo todo me trai,

E vulnerável que sou,

Simplesmente sofro.

Possuo o que quero,

Mas não possuo-a.

Possuo o que sempre quis,

E lançaria tudo fora por ti.

Tento chorar,

E nem isto consigo sozinho.

És meu oxigênio,

E sem ti não me sinto vivo.

Dedos tremem,

Em uma terrível abstinência de amor.

E a cabeça ao ponto de explosão,

Em uma terrível abstinência de você.

Ah! Se não fosse a família,

Já não mais permaneceria assim.

Se não fosse a família,

Deixaria este lado,

Partiria ao desconhecido,

Ao som de uma boa música,

Ao ecoar de um disparo.

Agibert Matheus

Às 01:19 de 11/05/08

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