Desespero, desânimo
Ouço sons inexistentes.
Sua falta corroe-me,
Sua ausência me consome.
O corpo todo me trai,
E vulnerável que sou,
Simplesmente sofro.
Possuo o que quero,
Mas não possuo-a.
Possuo o que sempre quis,
E lançaria tudo fora por ti.
Tento chorar,
E nem isto consigo sozinho.
És meu oxigênio,
E sem ti não me sinto vivo.
Dedos tremem,
Em uma terrível abstinência de amor.
E a cabeça ao ponto de explosão,
Em uma terrível abstinência de você.
Ah! Se não fosse a família,
Já não mais permaneceria assim.
Se não fosse a família,
Deixaria este lado,
Partiria ao desconhecido,
Ao som de uma boa música,
Ao ecoar de um disparo.
Agibert Matheus
Às 01:19 de 11/05/08
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